<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413</id><updated>2011-07-08T12:07:38.849+01:00</updated><title type='text'>X peliO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-7093548232256998385</id><published>2010-08-05T01:11:00.013+01:00</published><updated>2010-10-31T11:19:19.618Z</updated><title type='text'>paLavra lugar</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;São como arrepios que se me dão, de quando em vez, intensos e de uma estranheza só comparável a um &lt;em&gt;déjà vu&lt;/em&gt; para além dos sentidos. Contam-se pelos dedos duma mão tais sucedidos em minha existência e sempre sem aparente testemunho, quando só, entro num qualquer local vazio de gente e se me chega presença, ou quando só, pego num qualquer objecto e mais que seu peso me pesa nas mãos. De inquietação, de receio, de intriga me ficou na memória cada um desses momentos e hoje lembro que há tanto tal não me acontece. Seja por mil ou talvez nenhuma razão, certo é que este sentir para além dos sentidos parece-me coisa distante, e tão próprio de se ser cru, tenro de emoções e pleno de ingenuidade, este longe à vista endurecida, hoje toque imune através dos calos de vida.&lt;br /&gt;Mas este tal calafrio de que falo e que mais não acontece, de facto não aconteceu. Antes lembrou-me, mas não aconteceu. E talvez seja por aproximação ao conceito de estranheza no que se não pode inteiramente entender, tal me veio à memória num simples título de jornal: ‘As palavras são um lugar estranho’. Foi como se este título, que suou ligeiro com a leviandade de quem plana sobre as letras gordas dum jornal, se plantasse de manso como coisa indiferente, e sem que desde então deixasse de me acompanhar, permanece na sombra, ressoando, ligeiro, presente.&lt;br /&gt;Dou por ele quando se afina de tempos a tempos noutras palavras cujo sentido apenas posso adivinhar, quando se ilumina no que por vezes ouço e que logo se oculta se de escuta me atrevo a nomear, quando se harmoniza ao me invadirem paisagens no acto de apenas estar, reencontrando o rasto do espanto, escrevendo-me por dentro a estranheza encerrada naquilo que seria suposto entender. Deixa assim de ser estranho que possa escrever sobre o que não pode sequer ser dito, que isso possa sequer fazer sentido para além do que fica simplesmente registado em caracteres reconhecíveis como palavras e que assim permaneçam até que, improvavelmente, cantem por si, noutros olhos.&lt;br /&gt;E ao crer que nada disto é estranho, noto hoje, assim e aqui, que ainda não aprendi como se constrói um castelo de cartas.&lt;br /&gt;Um dia contaram-me as palavras que o que se tem por fundamento nos impede de voar.&lt;br /&gt;Seja. Tal como um castelo de cartas que possa apenas ser construído sobre nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-7093548232256998385?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/7093548232256998385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=7093548232256998385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7093548232256998385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7093548232256998385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2010/08/palavra-lugar.html' title='paLavra lugar'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-2913610914160063567</id><published>2010-02-18T10:00:00.002Z</published><updated>2010-02-19T10:53:02.064Z</updated><title type='text'>AntónioMe</title><content type='html'>O António era um homem de um só braço.&lt;br /&gt;E outro braço lhe pendia inerte, como uma comichão, como uma maldição.&lt;br /&gt;E o orgulho que tinha naquele só braço, rematado de mão possante e larga que lhe dava toda a arte de fazer o é necessário fazer, e até mesmo o desnecessário, esse braço que estendia essa mão esquerda num cumprimento quente e informal, era no fundo o orgulho que se tem em tudo o que se tem, e ele tinha esse só braço.&lt;br /&gt;O António era um homem de uma só alma.&lt;br /&gt;E outra alma lhe pendia incerta, como um suspiro, como uma negação.&lt;br /&gt;E era de orgulho que renegava a sua própria negação, de se saber capaz do pior sem nunca deixar de olhar os outros como se olhasse ao espelho, capaz do melhor sem entender que se revia no grande que há em todos nós, nessa alma só que ele tinha.&lt;br /&gt;O António era um homem de um só coração.&lt;br /&gt;E tinha pendente no olhar a dimensão desse coração.&lt;br /&gt;E esse olhar cerrou.&lt;br /&gt;Só, esse coração parou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-2913610914160063567?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/2913610914160063567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=2913610914160063567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2913610914160063567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2913610914160063567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2010/02/antoniome.html' title='AntónioMe'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-6436557047389166326</id><published>2009-11-04T21:36:00.015Z</published><updated>2009-11-05T09:33:55.642Z</updated><title type='text'>aDivinHo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era um ser de espanto, clarividente, perspicaz e com aquela peculiar característica no olhar, como se daqueles olhos brotasse luz. Ele era tomado por adivinho pelos seus pares, não por qualquer atributo oracular, mas apenas por conseguir ver mais longe depois de cair a noite.&lt;br /&gt;Esse homem, nos momentos de solidão, procurava compulsivamente a sua sombra. Pressentia-a, sentia-lhe o cheiro, quase que a ouvia e nunca, em toda a sua existência, o deixou de atormentar a dúvida de que ela sequer existisse, simplesmente porque não a via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvH08-kF4II/AAAAAAAAAPg/h0oCEeW1wAs/s1600-h/4753-2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 447px; HEIGHT: 447px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400366756617642114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvH08-kF4II/AAAAAAAAAPg/h0oCEeW1wAs/s400/4753-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#999999;"&gt;Jorge Molder : a interpretação dos sonhos&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;..........&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; &lt;/span&gt;a:TóR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-6436557047389166326?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/6436557047389166326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=6436557047389166326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6436557047389166326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6436557047389166326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/11/adivinho.html' title='aDivinHo'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvH08-kF4II/AAAAAAAAAPg/h0oCEeW1wAs/s72-c/4753-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1837809997515205762</id><published>2009-11-03T23:22:00.026Z</published><updated>2009-11-04T22:01:40.794Z</updated><title type='text'>inCerteza</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Jorge Molder : a interpretação dos sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvC-4Zl7rUI/AAAAAAAAAPI/QxiaZErjAlY/s1600-h/4758-2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvC_nHFbmGI/AAAAAAAAAPQ/U1_Ym6PFbs8/s1600-h/4751-1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 446px; HEIGHT: 527px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400026631854856290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvC_nHFbmGI/AAAAAAAAAPQ/U1_Ym6PFbs8/s400/4751-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pouco há mais volátil que um sonho, pela incerteza que encerra. Certo é que com Molder aprendi um certo olhar de fora para dentro e aprendi que me enganaria se negasse a capacidade de me imitar. E só de pensar que me falsearia se envergasse uma máscara, negava já a vontade ser, verdadeiramente.&lt;br /&gt;É a clareza de se crer numa máscara como o verdadeiro reflexo de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1837809997515205762?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/1837809997515205762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=1837809997515205762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1837809997515205762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1837809997515205762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/11/incerteza.html' title='inCerteza'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SvC_nHFbmGI/AAAAAAAAAPQ/U1_Ym6PFbs8/s72-c/4751-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-5204336864715261425</id><published>2009-11-03T00:49:00.008Z</published><updated>2010-02-20T11:09:19.154Z</updated><title type='text'>p XcharrO</title><content type='html'>Há tempo para tudo, só não sabemos quando.&lt;br /&gt;Isto que se segue é um auto-retrato, hipócrita e a propósito de mais uma identidade, por necessidade, confesso.&lt;br /&gt;Apresento-me-vos Pedro Chicharro, o autóctone exilado em Fecebook e outras paragens de pastos encabrestados.&lt;br /&gt;SEXO: Masculino&lt;br /&gt;DATA DE NASCIMENTO: 1 de Abril de 1961&lt;br /&gt;ACTIVIDADES: Muito pouca actividade. Aliás, a tendência é mesmo mexer-me cada vez menos. Bem que me esforço por combater esta inércia entrópica, fazer umas coisas assim... para a barriga crescer mais de vagar. Assim como se vai ao cinema ou se faz o Sudoku por via do emburrecimento ou do Alzheimer. Ah! A senilidade... aquela infância ao invés!...&lt;br /&gt;INTERESSES: Não é que me queixe… Não, de modo nenhum! Só que muito pouco me interessa e isso, esse quase nada, nem sequer aqui vem a propósito. Portanto e para o que vos interessa, será mesmo nada. E até mesmo isso, não sei… Olhem que nada, o Nada mesmo, aquele grande NADA, esse pode ser muitíssimo interessante… para alguém, eventualmente. Para mim não.&lt;br /&gt;MÚSICA FAVORITA: Nem a música! Já foi! Em tempos foi a favorita. Sim, eu ainda me lembro quando a música era mesmo a minha favorita e o mundo a rodar era a melhor canção de todos os tempos… Ensurdeci. Completamente. E se querem que vos diga não me importo nada. Só de pensar naquilo que se é obrigado a ouvir… Ná!.. Está muito bem assim. Usa-se um aparelhito atrás da orelha e quando nos xingam a cabeça... clic! Que maravilha!...&lt;br /&gt;PROGRAMAS DE TELEVISÃO FAVORITOS: Ná! Só se for no YouTube e daqueles… assim do tipo parvoeira. Aquilo que por lá se vê é a prova do que já suspeitava há algum tempo… O pessoal ensandeceu! Mas poucochinho que aquilo faz mal à vista.&lt;br /&gt;FILMES FAVORITOS: Aí ‘tá bem! Mas dos calminhos. Gosto mesmo é daqueles do velhote. Nem chega a meio da primeira bobina… trau! É o sono dos justos.&lt;br /&gt;LIVROS FAVORITOS: Não leio. Não sei ler. Escrever ainda vá lá… dá-se um jeito, agora ler!? Não percebo nada do que leio. Eu ainda tentei, mas nada. E eu que ás vezes estou escrever (assim como agora) e em parando para ler fico logo baralhado. É assim, quando escrevo é sempre a abrir e nem olho para trás. Não vá um tipo arrepender-se!...&lt;br /&gt;CITAÇÕES FAVORITAS: «Fa’ t’abalhá, t’abalhá, t’abalhá, aqui p’a dent’da vá’! Ai eu! Ai eu!...» (anónimo)&lt;br /&gt;SOBRE MIM: Assim? Escarrapachado aqui assim? Só para quem não percebe mesmo nada de nada!... E mais! Devem pensar que isto que aqui está é um embuste, uma patranha! Não?... Pensam que me dei ao trabalho de embarricar tretas e imposturas com o fito de mascarar o que quer que seja de verdadeiro, e que me arrisco de modo indigno e desrespeitoso a ofender a inteligência de quem muito remotamente possa ler esta intrujice como se fosse um retrato?... Claro que sim!! Isto aqui é a NET, não é?...Então!?... Agora, que seja MENTIRA!? Não. Isso não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-5204336864715261425?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/5204336864715261425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=5204336864715261425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5204336864715261425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5204336864715261425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/11/pxcharro.html' title='p XcharrO'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1099589724848645007</id><published>2009-05-28T00:12:00.003+01:00</published><updated>2009-05-28T00:45:35.657+01:00</updated><title type='text'>torrEsmos</title><content type='html'>O cronista da rádio dissertava sobre torresmos.&lt;br /&gt;Na habitual incursão ao seu próprio quotidiano, o cronista da rádio tinha por arte a transformação da frivolidade em substância delirante que, em fluente eloquência, me deixava traçado um sorriso quase idiota, doce. E frequente era chegar ao riso em cada manhã, tanto mais claro fosse o espelho onde me revia. E o som do torresmo prometia…&lt;br /&gt;Eu até queria rir. A sério… queria.&lt;br /&gt;O som do torresmo fritava-me o cheiro da memória.&lt;br /&gt;O cronista da rádio dissertava sobre torresmos e a imagem do velho de um só dente saltou por detrás dos olhos e… Sabes como gosto de torresmos?... É como gostar por sempre ter gostado, desde gaiato. A tua avó já não me deixa comê-los por causa da ‘atenção’, mas aqui na festa aproveito… e ainda estão quentes. Quando tinha a tua idade, era o almoço que levava para a escola. Um quarto de pão, dois os três torresmos e duas laranjas. Era à quinta e à sexta-feira o almoço que mais gostava. Era o que havia… E ainda gosto.&lt;br /&gt;O cronista da rádio dissertava sobre torresmos e eu até queria rir… a sério que queria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1099589724848645007?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/1099589724848645007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=1099589724848645007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1099589724848645007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1099589724848645007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/05/torresmos.html' title='torrEsmos'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-8286842317573660362</id><published>2009-04-20T23:57:00.005+01:00</published><updated>2010-01-20T09:24:00.463Z</updated><title type='text'>arRebatamento?...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Isso já não sei. Já esqueci!&lt;br /&gt;Aqui só há o tempo a passar. O mesmo apascentar os dias à volta do redil onde se morre todas as noites, a esquecer.&lt;br /&gt;Lembrar de esquecer todos os dias, à noite, para que assim saiba o que há para saber.&lt;br /&gt;Só esquecendo se pode saber.&lt;br /&gt;Saber, mais que imaginar.&lt;br /&gt;Saber o espanto quando o tempo cessa. E o tempo cessa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não! Não é o silêncio que traz o espanto.&lt;br /&gt;A brutal ausência de som! De certo modo é como se fosse esperada. O silvo fino que julguei ser o som do tempo a passar, fiel companhia do tímpano, quase imperceptível e que de repente se cala.&lt;br /&gt;Impressiona, mas não se compara ao que mais espanta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a treva. Não, não é! Nem tal coisa existe.&lt;br /&gt;Será antes o entendimento da luminosidade que se apaga num processo intemporal. Tal como o súbito cerrar de olhos onde o negro é afinal um lento pejar de cores, volutas que se modelam aos impulsos do nervo óptico. É como se as cores se degradem nos pigmentos que as compõem e sem que no entanto haja forma ou movimento. É como se revelasse um fundo vibrante composto por todos os tons, que se confundem e que se fundem no mesmo fundo. Incolor, denso... Imaterial.&lt;br /&gt;Difícil será imaginar, mas não tão intangível como aquele que nem ao espanto lembra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem olfacto, nem palato, que ainda o tempo era cedo e já caíam, na pressa de esquecer por não haver lugar sequer para o tempo de lembrar. Há quem diga que se morre devagar, desde o primeiro choro. Estes, se assim não é, cedo começam a morrer por cedo se achar que se começa a fazer tarde.&lt;br /&gt;Tarde ou nunca se saberá quantos sabores serão cheiro. E de ausência já nem lembra, de entre as outras que se vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o toque da pele que se vai num estranho vazio entranhado?&lt;br /&gt;Não é tanto o pasmo de não haver tacto, pois nem sentido faz haver o que haja a tactear. Não é o deixar de ser a fronteira dos pés e o estremo de cada mão, nem a ausência da rigidez que finalmente se percebe em cada articulação. Nem a vertigem de quem já não tem horizonte nem ponto zero, de quem já não tem cabeça nem ondula respiração. De quem já não sente o sangue a correr.&lt;br /&gt;Não há imaginação para além da implosão do corpo condensado no umbigo e este finalmente desvanecido.&lt;br /&gt;Não! Não há maior espanto!&lt;br /&gt;Nada maior que o fim da dor!&lt;br /&gt;A dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dor!&lt;br /&gt;Não há o peso da dor! O que lentamente aprendermos a suportar no hábito de mais carregar.&lt;br /&gt;Aprendemos tão bem a dor lenta, tão subtil e crescente, que mais não cremos que venha a ser dor. E em cada passo adiante será tomada dor nova como constante de mais uma prova, a refrega de vida na dor a domar. E tão subtil é a ilusão de que a dor é domada que nada se toma por afeição, nada se entende por mais, mas sim por menos. É neste vício de dor superada que mais se suporta, mais peso que se carrega apertando a curvatura que por dentro nos verga.&lt;br /&gt;Não! Não imaginamos a ínfima parte do peso da dor que se carrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem e desejo. Imaginar o sentido no tempo que cessa.&lt;br /&gt;É recorrente a ideia de que, sem o peso da dor, só existe um sentido...&lt;br /&gt;Ascensão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-8286842317573660362?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/8286842317573660362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=8286842317573660362&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8286842317573660362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8286842317573660362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/04/arrebatamento.html' title='arRebatamento?...'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-925406999348361127</id><published>2009-01-11T18:53:00.002Z</published><updated>2009-01-11T18:57:41.572Z</updated><title type='text'>daDAltonismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dadá!...&lt;br /&gt;Cor dá... Cor dadá!&lt;br /&gt;A cor dá.&lt;br /&gt;Acordadár... Acordar.&lt;br /&gt;O sonho dadá!&lt;br /&gt;Acordar de olhos fechados, a dar no sonho!&lt;br /&gt;A cor dada nos olhos fechados. Dadá!&lt;br /&gt;Estou acordado de sonhos fechados. Fechachádos.&lt;br /&gt;Os olhos fechados.&lt;br /&gt;Estou acordado! Os olhos... A abrir os olhos... Os olhos na janela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela. A dor nos olhos, fechados. A dor no pescoço. Abrir os olhos à janela em frente. E entre os olhos e a janela, a luz cega do dia. A dor atrás dos olhos, fechados. Esticar a dor do pescoço na cadeira, nas costas, a estalar as costas da cadeira. A dor nas costas. A luz do dia que se encerra nos olhos, esticados, num longo silvo fechado. Esticar e... esvaziar!...&lt;br /&gt;Acordar de mãos frias que esfregam fundo, os olhos fechados ao sonho, na janela em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o sonho!... Já não lembro o que dá cor à janela de luz branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora.&lt;br /&gt;Janela que luz a cidade a nascente, aberta.&lt;br /&gt;Luz a brisa quente dos sons da cidade branca,&lt;br /&gt;caldo de rumores que se agitam em conversa de esquina,&lt;br /&gt;o táxi que espera,&lt;br /&gt;o guincho da grua ao longe&lt;br /&gt;e que se chega ao barril que rola seco na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quedo, frente à janela, quase nem me atrevo respirar. A guardar o torpor que se abre de fora, lá de fora, deixar entrar a cor da janela.&lt;br /&gt;A luz aberta na memória dos timbres de todas as cidades, emoldurada aqui em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser o sonho!... Talvez lembre a que soava a luz branca da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali mesmo.&lt;br /&gt;A janela que se rasga em tons de manhã, acordada.&lt;br /&gt;O branco soprado em doces afagos,&lt;br /&gt;a roupa que cheira a sol,&lt;br /&gt;o lixo lavado de lixívia,&lt;br /&gt;a pimenta guardada no fundo das adegas.&lt;br /&gt;Uma gota de maresia no grito da gaivota&lt;br /&gt;e as caixas de fruta.&lt;br /&gt;Laivos de aromas que anunciam a velha loja dos sonhos de açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanecer assim. Aberto à janela em frente sem que mova um dedo, para que nada trema, nada quebre o fluido cristalino que revela a cor da janela.&lt;br /&gt;A luz no pingo de tinta a cada canto da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser qualquer coisa!... A luz que fere a carne, mais que fere os olhos, de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela plana sem que importe a profundidade em que se recorta na parede. Pintada de memória, sem quadros, cortinas ou estantes de livros. Só parede e janela em frente, plana e plena de luz sem cor.&lt;br /&gt;Branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero o momento de lembrar o que importa.&lt;br /&gt;Ficar.&lt;br /&gt;Importa ficar.&lt;br /&gt;Lembrar que é tudo que importa.&lt;br /&gt;O mais pequeno nada.&lt;br /&gt;O ficar.&lt;br /&gt;Aqui, frente à tela que adormece...&lt;br /&gt;Lenta e sem cor.&lt;br /&gt;A luz da janela que se abre ao sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar o sonho?&lt;br /&gt;O sonho era...&lt;br /&gt;O sonho… não lembro o sonho...&lt;br /&gt;A cor?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor que luz na tela como janela por pintar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-925406999348361127?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/925406999348361127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=925406999348361127&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/925406999348361127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/925406999348361127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/01/dadaltonismo.html' title='daDAltonismo'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-278344308478354150</id><published>2009-01-10T21:13:00.002Z</published><updated>2009-01-10T21:17:19.288Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;sentir errado&lt;br /&gt;fazer, dizer, comer, viver errado&lt;br /&gt;sentir o cansaço do avesso, no tempo deitado&lt;br /&gt;este é o caminho travesso&lt;br /&gt;sentir errado de lado, no lado errado&lt;br /&gt;cansado de ser adverso, na certeza de estar errado&lt;br /&gt;este é o erro de ter certezas&lt;br /&gt;este é o mundo escuro onde tudo se parece&lt;br /&gt;aqui tudo parece luzir errado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-278344308478354150?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/278344308478354150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=278344308478354150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/278344308478354150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/278344308478354150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/01/sentir-errado.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-8958124345677734651</id><published>2009-01-10T21:07:00.004Z</published><updated>2009-01-10T21:12:53.657Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SWkOgFkE4pI/AAAAAAAAAN4/dlz2DTB-wQA/s1600-h/2983-2b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289775181735453330" style="WIDTH: 447px; CURSOR: hand; HEIGHT: 454px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SWkOgFkE4pI/AAAAAAAAAN4/dlz2DTB-wQA/s400/2983-2b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-8958124345677734651?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8958124345677734651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8958124345677734651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SWkOgFkE4pI/AAAAAAAAAN4/dlz2DTB-wQA/s72-c/2983-2b.jpg' height='72' 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nu&lt;br /&gt;somente nu&lt;br /&gt;de todas as linhas traçadas&lt;br /&gt;despido da memória&lt;br /&gt;despido do sonho&lt;br /&gt;despido de nascer&lt;br /&gt;sair nu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-7639012798465888012?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/7639012798465888012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=7639012798465888012&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7639012798465888012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7639012798465888012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/11/sair-nu-somente-nu-de-tudo-o-que-veste.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-4980290347891097122</id><published>2008-11-12T23:51:00.006Z</published><updated>2008-11-26T22:28:45.857Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Externo&lt;br /&gt;por aspereza.&lt;br /&gt;Interno silêncio&lt;br /&gt;caído no afago.&lt;br /&gt;Em terno sopro suspenso&lt;br /&gt;de quietude.&lt;br /&gt;Eterno momento&lt;br /&gt;o primeiro.&lt;br /&gt;Extremo,&lt;br /&gt;o limite de só pôr aspereza na casca,&lt;br /&gt;o terno silenciar marulhado,&lt;br /&gt;o afago da folha caída em manto de musgo.&lt;br /&gt;Extremo,&lt;br /&gt;ser o sopro que suspende a semente,&lt;br /&gt;ser a quietude adiada,&lt;br /&gt;ser o momento, o primeiro de ser.&lt;br /&gt;Extremo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-4980290347891097122?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/4980290347891097122/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=4980290347891097122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4980290347891097122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4980290347891097122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/11/extremo-o-limite-de-sopor-aspereza-da.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-2880106577242733723</id><published>2008-11-11T01:26:00.001Z</published><updated>2008-11-11T01:26:39.304Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>ser&lt;br /&gt;o que houver cá dentro&lt;br /&gt;a pergunta pela razão de não me calar&lt;br /&gt;o não&lt;br /&gt;a embriaguez&lt;br /&gt;o desejo de voar&lt;br /&gt;a vontade de praguejar&lt;br /&gt;o nó no peito&lt;br /&gt;a certeza da incerteza&lt;br /&gt;ser apenas&lt;br /&gt;e saber sorrir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-2880106577242733723?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/2880106577242733723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=2880106577242733723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2880106577242733723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2880106577242733723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/11/ser-o-que-houver-c-dentro-pergunta-pela.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-2331690188421708603</id><published>2008-11-05T19:59:00.000Z</published><updated>2008-11-05T19:04:42.789Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;saber chorar&lt;br /&gt;saber sentir dentro de um copo de vidro&lt;br /&gt;sem que se veja qualquer coisa dentro&lt;br /&gt;saber cantar&lt;br /&gt;saber dizer o espaço que fica vazio&lt;br /&gt;sem que se pinte e cela que o encerra&lt;br /&gt;saber amar&lt;br /&gt;saber existir para além do que existe&lt;br /&gt;sem que se tema deixar de haver razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saber&lt;br /&gt;saber explodir&lt;br /&gt;sem saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não há como não saber&lt;br /&gt;saber que me fragmento em mil pedaços&lt;br /&gt;sem que entenda que o entendimento era antes&lt;br /&gt;e não há como não saber&lt;br /&gt;saber que nada se sabe sem antes ter esquecido&lt;br /&gt;sem ter lembrado para depois voltar a esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dor de saber&lt;br /&gt;a dor de saber ser&lt;br /&gt;a dor de saber ser só&lt;br /&gt;a dor de saber ser, só depois de esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser&lt;br /&gt;ser dói&lt;br /&gt;ser dói muito&lt;br /&gt;e não há como não ser&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-2331690188421708603?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/2331690188421708603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=2331690188421708603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2331690188421708603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2331690188421708603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/11/saber-chorar-saber-sentir-dentro-de-um.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-7899648644543270919</id><published>2008-11-02T16:45:00.004Z</published><updated>2008-11-04T19:57:34.149Z</updated><title type='text'>reflexo do ensimesmado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os termos de utilização da existência não consideram qualquer garantia de felicidade, foi-lhe dito. É suposição sua entender que a ela tem direito e garanto que tal não consta nos termos que vigoram.&lt;br /&gt;Meia-volta feita em perfeita coreografia casual e com o rigoroso equilíbrio de quem sabe perfeitamente onde vai, o homem retoma caminho em sentido inverso. Não se lhe ouvem os passos. Absorto, em direcção ao resto da sua precária existência este homem retira-se silente, ou não seja um leve, um quase imperceptível trautear. Nem ele sabe se de mente ou de tom surdo se embala na íntima cadência de seus momentos privados, nem lhe importa, ensimesmado.&lt;br /&gt;O rasto de hálito em breve será aspirado pelas condutas de purificação e o seu leve murmúrio ficará acusticamente colado aos poros do chão, parede e tecto. Deixará aquele departamento e ninguém se cruzará com ele. Ninguém o verá caminhar de olhar em frente, de olhar rigorosamente dirigido ao ponto de fuga. Ninguém o verá afundar-se no corredor.&lt;br /&gt;A cunha de luz intensa que se abrirá na porta ao fundo, o esboço da silhueta traspassada de raios de sombra e o eco da porta que ninguém ouvirá bater, determinarão o momento em que terá deixado o departamento.&lt;br /&gt;Nos termos em vigor, aquele homem passará ao departamento de eternidade por impossibilidade de prova de ter deixado de existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-7899648644543270919?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/7899648644543270919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=7899648644543270919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7899648644543270919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/7899648644543270919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/11/reflexo-do-ensimesmado.html' title='reflexo do ensimesmado'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-6111124030707739576</id><published>2008-10-17T18:19:00.001+01:00</published><updated>2008-10-17T18:20:45.925+01:00</updated><title type='text'>aSenhora</title><content type='html'>São três os dias que sobram antes de mudar ao pasto da encosta...  são três léguas por dia e o astro vai carregar...  a mudar ao pasto da encosta, lá onde foi...  A senhora era boa e era linda... a senhora era de branco... Lá onde foi... o pasto é bom... é de ser.&lt;br /&gt;É assim a vida.  É... &lt;br /&gt;Mudar ao pasto, são três os dias de três léguas e já é tarde... lá onde foi...  A senhora era de branco com a luz por cima...  Lá onde foi... era carregado...  A luz não deixava ver a senhora e voz não se ouvia... queria dizer e não se ouvia...  Lá onde foi... são três os dias... é de ser.&lt;br /&gt;A senhora era de pele macia... a mão na testa e os olhos a abrir-se-me à senhora de branco... E a mortandade, eu não sabia... Na encosta além dos três montes são três dias de três léguas de caminho... e é de ficar ao vale de dentro antes da noite... se carregar que seja no vale... é de ser.&lt;br /&gt;A querer dizer à senhora que não sabia das ovelhas e não falava... a voz era branca e não falava...  era a luz que não deixava ver bem a senhora... a luz branca... É a subir a encosta a três dias... é de ser. &lt;br /&gt;Dá medo se carregar assim... é de ser.&lt;br /&gt;E a senhora que fazia que sossegasse, que não falasse que ela sabia...  e a mão fria na testa.  É de chegar depressa ao vale que já se anoita... e o astro carrega... é de ser.&lt;br /&gt;A mão macia a tombar ao sono... mas ouvi, ainda ouvi sim... a senhora dizer que era milagre ficar assim... Lá ao pasto da mortandade, daqui a três dias de três léguas... é de ser.&lt;br /&gt;É lá que dá medo quando o astro carrega... Foi corisco... a senhora disse que foi o raio da borrasca fez o estrago...  E era ali empedernido no meio da mortandade... Foi milagre disse a senhora... era de ser.&lt;br /&gt;E cheguei ainda à pergunta se era doutora, a senhora.  Que não... que era enfermeira, a senhora... era boa, a senhora era linda...  São três os dias ao pasto da encosta... é de ser. &lt;br /&gt;É assim a vida.  É...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-6111124030707739576?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/6111124030707739576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=6111124030707739576&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6111124030707739576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6111124030707739576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/asenhora.html' title='aSenhora'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-3952193380185586380</id><published>2008-10-13T19:27:00.004+01:00</published><updated>2008-10-25T01:18:22.859+01:00</updated><title type='text'>o desejo de habitar as pedras por dentro</title><content type='html'>Às pedras eu brindo!&lt;br /&gt;Ao tempo infindo adverso à palavra,&lt;br /&gt;Banalidade, a pedra que não mente.&lt;br /&gt;Em verdade morre dos segredos que guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo canto da pedra!&lt;br /&gt;Que sem pranto se entreva de mágoa indolor,&lt;br /&gt;Dormente à tragédia nas lágrimas que verte,&lt;br /&gt;Por dentro, em grutas e em algares do primeiro alvor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vagas de pedra!&lt;br /&gt;Que em fragas se acanha, por um seixo jurar,&lt;br /&gt;Que exulta a face que dura fere, que dura mata,&lt;br /&gt;E que oculta quão dócil se deixa moldar, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser alma de pedra!&lt;br /&gt;Certeza que encerra um só momento.&lt;br /&gt;Sem pejo de ser só, sendo pedra e sendo tudo,&lt;br /&gt;O desejo de quem habita as pedras por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-3952193380185586380?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/3952193380185586380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=3952193380185586380&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3952193380185586380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3952193380185586380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/o-desejo-de-habitar-as-pedras-por.html' title='o desejo de habitar as pedras por dentro'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1975399361900787993</id><published>2008-10-13T19:27:00.000+01:00</published><updated>2008-10-13T19:27:10.546+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SPOSzVuNMoI/AAAAAAAAALM/sF_Yft-qArE/s1600-h/3026-1%5BemPedrada%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256706600773431938" style="CURSOR: hand" height="365" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SPOSzVuNMoI/AAAAAAAAALM/sF_Yft-qArE/s400/3026-1%5BemPedrada%5D.jpg" width="446" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1975399361900787993?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1975399361900787993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1975399361900787993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/blog-post_13.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SPOSzVuNMoI/AAAAAAAAALM/sF_Yft-qArE/s72-c/3026-1%5BemPedrada%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-3285195054310103478</id><published>2008-10-12T17:26:00.021+01:00</published><updated>2008-10-25T01:13:34.578+01:00</updated><title type='text'>aDiar Io</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentia sempre a mesma inquietação de cada vez que voltava. Coração em aperto, mãos húmidas de frio, um ligeiro tremor de joelhos. A mesma turvação no voltar à mesa e iluminá-la da luz baça do pequeno candeeiro, o arredar da cadeira, o ajeitar da almofada e o sentar sombrio em perfeita postura.&lt;br /&gt;Respirar fundo, levantar os olhos ao horizonte adivinhado por detrás da pequena janela sem cortinas, por detrás do ondular imperfeito do vidro, por detrás da névoa em véus de cinza, as copas desnudas dos ulmeiros num ocaso setentrional, lá longe.&lt;br /&gt;Estranhar o seco arrastar da gaveta como se abrir fosse o último som, o da caixa de Pandora. Inspirar a cera e o couro velho exalado de dentro, o perfume inebriante das coisa antigas, tempero perfeito ao toque macio do castanho estriado em lenhos de gerações.&lt;br /&gt;Adivinhar na escura entranha da gaveta, a cana e o tinteiro, ascende-los à luz num gesto que falece lento a pousar no tampo. Absorto o modo de colocar à direita a cana, em perfeita perpendicular, encimada ao centro pelo tinteiro. Num luzeiro pintado a meia esquadria, o brilho fino da tampa que cobre de prata o vidro baço da tinta, a centelha dourada do aparo em cana lacada a rubro.&lt;br /&gt;Olhar o leve cintilar do fecho que tranca uma sombra dormente na gaveta. O morno afago da capa de pele, colhido em mãos de perfeita simetria, num continuo movimento que aquece a larga curva até ao ponto de assento que equilibra no tampo de castanho, candeeiro, cana e tinteiro.&lt;br /&gt;Abrir o fecho que encerra o que de mais fundo na alma se encontrou. Soltar a capa que esconde a mais secreta das confissões. Folhear um a um os cadernos de mágoas desfolhadas em cada desventura. Ler nas páginas a voz calada dos dias esquecidos, nas palavras o sentido da memória viva e em cada letra a linha pulsante do coração.&lt;br /&gt;Virar a última página escrita, vislumbrando uma aurora tardia a inundar de branco o olhar contido das palavras por escrever e...&lt;br /&gt;Não!... o impulso de se erguer na cadeira derrubada.&lt;br /&gt;Não pode!... o espanto cravado na face contorcida.&lt;br /&gt;Mas quem?... o tremor nos braços que sustentam o corpo sobre a mesa.&lt;br /&gt;Ninguém poderia... balbuciar atordoado, a descrença em salpicos de ira, a saliva incontida na página que seria em branco.&lt;br /&gt;Impossível!... a visão das palavras impressas em caracteres antigos, o aviltamento daquela tinta rubi, indelével.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330000;"&gt;Isto aqui não é um diário, pá! Vens p'ra aqui com lamúrias de adolescente parvo... ai ai ai, mas existo p'ra quê?... nham nham nham, que ninguém me liga, chato e feio... ti ti ti, coitadinha da minha infelicidade que morre sozinha... Porra, pá!... Não há cú qu'aguente!... Isto aqui é para escrever! Escrever, pá! Sabes tu o que é escrever?... Diz-me. Escreve-me aqui nas faces o que sabes tu da escrita. Vá! Desafio-te. Mostra-me que não é em vão que me deixo sujar da tua tinta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentia sempre a mesma inquietação em cada apresentação. Coração em aperto no breve discurso cuidado em linguagem informal. As mãos húmidas de frio agradecimento à felicitação dos editores. Um ligeiro tremor de joelhos no aceno formal dos críticos literários. A mesma turvação no voltar à mesa de autógrafos e ter de dedicar O Livro Que Se Escreveu Sozinho a cada um dos fãs naquela fila interminável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-3285195054310103478?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/3285195054310103478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=3285195054310103478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3285195054310103478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3285195054310103478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/adiario_12.html' title='aDiar Io'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-8754616875280184494</id><published>2008-10-04T00:27:00.010+01:00</published><updated>2008-10-04T00:43:04.492+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Era um entardecer vulgar, esse em que o vento se questionou. E continuaria a ser um vulgar entardecer se o vento não duvidasse naquele instante em que, parado, mirou as águas do lago. Seria se não perguntasse por que não havia reflexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;Que bem estaria se não duvidasse,&lt;br /&gt;Se não perguntasse ao lago porque não me reflectiu.&lt;br /&gt;Que bem estaria se o lago não respondesse:&lt;br /&gt;Existes tu? Ó vento parado. Alguém te viu?&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Que bem estaria o vento se não duvidasse.&lt;br /&gt;Que existia bem sabia, por quanto era jovem, tanto quanto pode ser o vento, mas seria altivez este desejo de se querer ver? Como saber a verdadeira dimensão da sua arrogância?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Sossega, ó vento parado, que não há como saber de qualquer coisa que seja precedida de tal termo, verdadeiro.&lt;br /&gt;E se do reflexo queres saber, será falso, ilusório, mesmo nada espelhando.&lt;br /&gt;A dúvida surge em não saber crer numa mentira, por muito pequena que seja. É parar de fazer o se faz.&lt;br /&gt;É sem dúvidas que de uma pequena mentira se faz uma verdade grande. E não deixando de o saber, é tomá-la de companhia por dentro até inventar uma mentira menor, amesquinhando a velha mentira por uma verdade maior, bem maior. E assim se faz até morrer. Ou então rebentar de verdade por crer numa mentira tão pequena, tão insignificante que se não creia que exista.&lt;br /&gt;E depois recomeçar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Ninguém viu que o céu plano da tarde subtilmente se ondulou de reflexos pungentes na superfície do lago sob aquele vulgar entardecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-8754616875280184494?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/8754616875280184494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=8754616875280184494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8754616875280184494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8754616875280184494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/era-um-entardecer-vulgar-esse-em-que-o.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-4616433796930472958</id><published>2008-10-02T00:17:00.002+01:00</published><updated>2008-10-02T00:25:01.164+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252329113419273250" style="CURSOR: hand" height="337" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SOQFgCjMVCI/AAAAAAAAAKc/EGFfR60l--Q/s400/2365-5%5BsemT%C3%ADtulo1%5D.jpg" width="446" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-4616433796930472958?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4616433796930472958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4616433796930472958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1577317915590797250?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/1577317915590797250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=1577317915590797250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1577317915590797250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1577317915590797250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/10/tempo-sem-termos.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-6125655897389324615</id><published>2008-09-21T20:06:00.006+01:00</published><updated>2010-06-20T17:08:32.281+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Dingdong... BomdiaSenhorEngenheiro. DonaMárciacomoestá. Paraoátrionãoéverdade?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E desce, desce, como desce bem o senhor engenheiro. Desce tão bem que parece que sobe, ali para cima donde pouco se deve ver. Será que vê a Márcia por debaixo do seu penteado de dona? E naqueles olhos? Verá a limpidez de uma tristeza funda? Não pode. São presos ao chão aqueles olhos. Pálpebras de chumbo. Só debaixo se pode ver a centelha de quem esquece que entristeceu. Todos os dias vai esquecendo, um pouco. Ali ao lado do senhor engenheiro. De lado...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... DonaMárcia. TenhaumbomdiaSenhorEngenheiro... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;BomdiaSenhor... Sétimoandar?comcerteza... Siménosétimo. Àesquerdaaofundodocorredorencontraráarecepção... Aoseudispor...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sobe, sobe, ao seu dispor sobe. Gente nova esta que diz bom dia a sorrir. É fácil acreditar que vamos ter um bom dia quando nos é desejado assim com um sorriso claro. É um timbre de voz que nos faz cruzar o olhar e perceber que há presenças serenamente ingénuas. É o optimismo de quem pouco sabe e tudo espera, sem saber que tudo é mesmo tudo, incluindo o que não se espera, sem saber que a espera de mais nada esperar é uma imensa folha branca que nunca ficará preenchida. Que aprenda ele a usar o lado certo da caneta...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... TenhaumbomdiaSenhor... Simàesquerdaeaofundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bom dia Alzira. Já acabaste por hoje?... Não Alzira, ainda não chegou... Não sei Alzira... Sim, mas... Que ideia mais disparatada Alzira!... Sim Alzira acho que não deves...&lt;br /&gt;Dingdong... Até amanhã Alzira. Tem um bom dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;BomdiameninaVera... Nãovaiparonono?!... Paraosolário?comcertezameninaVera... Nãoaindanãoconheçooseuamigo... MeninoTonelo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobe, sobe. Sobe rápido que a pressa é muita. Já não lembrava de quanta pressa se pode ter. Aqui atrás o mundo está prestes a acabar e eles nem sabem que acabará mesmo, só que muito mais devagar. Será inveja?... Saudade. Sim, saudade daquela luz imensa que de dentro ilumina o mundo e ele, assim iluminado, nos parece tão mais perto, tão leve e pequeno...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hrummhrumm...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobe, sobe. Sobe lá. E que lento podes ser quando levas gente a mais. Sinto-me sempre a mais na presença de quem tem o mundo na mão. Fazê-lo rodar e olhá-lo dos pontos de vista mais improváveis. Soprar a espuma nas ondas do mar, sentir leve o ondular antes da baixa-mar. Antes de o mundo secar, maior e pesado. Antes que longe fique o mar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... TenhaumbomdiameninaVera... MeninoTonelo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A chamar da cave 10!?... A cave 10, há quanto tempo lá não vou!... Duas... três vezes, nestes anos todos... não sei bem. Não...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... BomdiaSenhorAlberto. Esperequeeuajudo. Estacionamentonãoé?Cave1. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desce, desce. Não vai descer muito mais o senhor Alberto. Há sempre vidas corridas a descer, muito rápidas e sempre a descer. Terá algum dia olhado para cima? Custa a crer que se faça tão grande caminho sem nunca olhar para cima. Talvez não saiba que existe cima. Talvez não se aperceba que no olho do vórtice arrastam-se os companheiros de viagem... Dor maior aquela de o perceber...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... Deixemeajudáloatéaocarro. Não?.. ComcertezaSenhorAlberto. Folgomuitoemvêlorecuperado. TenhaumbomdiaSenhorAlberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos lá, cave 10. Não me lembro mesmo... Terão sido só duas vezes que lá fui?... Amarelo pardo nas paredes, luz parda, pouca e incandescente... A maquinaria de bombagem ao fundo à direita... À esquerda faltavam lâmpadas e era escuro... e isso foi daquela vez.&lt;br /&gt;Só lá terei ido daquela vez?!... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dingdong... Olámenino. Quefazomeninoaquiembaixo?...&lt;br /&gt;Agência espacial!? Não menino, esta é a cave 10 e a última do edifício, não é nenhuma agência espacial!... Como se chama o menino?... Muito bem, Tomás, o menino está sozinho?... Sim, vamos para cima, mas para o átrio onde iremos telefonar aos seus pais... Ao seu avô?... Muito bem, telefonaremos ao seu avô. Agora vamos para dentro.&lt;br /&gt;Sim, pode carregar nos botões... Primeiro neste... Escotilhas?... Enfim, poderemos dizer fechámos as escotilhas. Agora este com o zero... Muito bem...&lt;br /&gt;Não, esse não é o botão de ignição, esse acciona o alarme... 9&lt;br /&gt;Mais ou menos... É para nos ouvirem quando alguma coisa corre mal... 8&lt;br /&gt;Exacto, esse vermelho é para parar... 7&lt;br /&gt;A missão?! Está bem, esse abortará a missão se algo correr mal... 6&lt;br /&gt;Não menino, não vamos abortar a missão... 5&lt;br /&gt;Sim menino, tenho a certeza... 4&lt;br /&gt;Medo?!.. 3&lt;br /&gt;Sim tenho um pouco... 2&lt;br /&gt;Sim, posso chamar-lhe Tom... 1&lt;br /&gt;Sim senhor, Major Tom... 0&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele dia abriram-se as portas do elevador, vazio e onde se ouviam já longínquos os últimos acordes de 'Space Oddity'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-6125655897389324615?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/6125655897389324615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=6125655897389324615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6125655897389324615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6125655897389324615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/dingdong.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-8714978898802459321</id><published>2008-09-21T19:52:00.002+01:00</published><updated>2008-09-21T19:55:03.159+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaYMR0AbXI/AAAAAAAAAKU/wXcgJLFua_U/s1600-h/3018-2%5BdEcatombe%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248549752454278514" style="WIDTH: 446px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px" height="301" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaYMR0AbXI/AAAAAAAAAKU/wXcgJLFua_U/s400/3018-2%5BdEcatombe%5D.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-8714978898802459321?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8714978898802459321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/8714978898802459321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/blog-post_9235.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaYMR0AbXI/AAAAAAAAAKU/wXcgJLFua_U/s72-c/3018-2%5BdEcatombe%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-3509018122552491682</id><published>2008-09-21T19:50:00.005+01:00</published><updated>2008-09-21T20:03:50.345+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Não me procures cá dentro pois só daí de fora existo.&lt;br /&gt;Apenas pó aqui flutua, sombra do que há muito partiu,&lt;br /&gt;só janelas abertas sem paredes entre elas&lt;br /&gt;que de opaco em mim tudo ruiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cá entrares acharás transparência e pouco mais.&lt;br /&gt;Apenas riscos, cicatrizes que o tempo não apagou,&lt;br /&gt;um embaciado dos medos por cumprir&lt;br /&gt;e uma vontade indomável de existir, aí fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-3509018122552491682?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/3509018122552491682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=3509018122552491682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3509018122552491682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3509018122552491682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/no-me-procures-c-dentro-pois-s-da-de.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-2622198327877476956</id><published>2008-09-21T19:41:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T19:49:40.769+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaWSJowdUI/AAAAAAAAAKM/m1Msgnht62M/s1600-h/3066-1%5BterrOlhos%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248547654315570498" style="WIDTH: 448px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px" height="308" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaWSJowdUI/AAAAAAAAAKM/m1Msgnht62M/s400/3066-1%5BterrOlhos%5D.jpg" width="439" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-2622198327877476956?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2622198327877476956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2622198327877476956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/blog-post_21.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SNaWSJowdUI/AAAAAAAAAKM/m1Msgnht62M/s72-c/3066-1%5BterrOlhos%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-773052443199740622</id><published>2008-09-21T19:32:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T19:36:30.176+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Esta não é a carta que te quero escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma carta com forma de comprimido. E sem que isso seja algo mais que a forma... de comprimido, não me parece nada apropriado que uma carta em forma de comprimido seja a carta que te quero escrever.&lt;br /&gt;Mas isso não importa, dir-me-ás detrás da tua vontade de saber de mim sem saberes que de mim já pouco resta.&lt;br /&gt;Purgo-me à laia de cão envenenado cujo instinto manda que coma erva, cardo e radícula sem parar até que se inverta o último espasmo e adiando cada segundo de vida. E depuração não é decididamente o que deverá constar na carta que te quero escrever.&lt;br /&gt;Teimarás em saber onde me podes chegar à mão sem saberes que não há mão que suspenda a alma.&lt;br /&gt;Náusea, vertigem. Que não te pareça estranho que se possa estar cheio de realidade, crescente cá dentro, presença contínua que se alimenta de fantasmas, entranhada de uma forma tão densa, tão pegajosa que me sinto violado por todos os poros, cego de sonho e transparência, com ânsia de respirar para além do que é real.&lt;br /&gt;Não consigo impedir a realidade que transborda aqui nesta carta que não é a carta que te quero escrever.&lt;br /&gt;Estranhamente, esta realidade foi-me oferecida. Pára, disseram-me. E parei. E este é o grande vórtice de estar quieto, aqui entre o muro e o fuzil, aqui quieto de cego, surdo e mudo. Encerrado dentro de mim como nunca, com a realidade a encher-me inundando todos os cantos com o ímpeto de um rio de tal forma que parece já não haver mais espaço para mim aqui dentro. E estalo.&lt;br /&gt;Rebento pelas costuras.&lt;br /&gt;Regurgito a realidade extravasada em palavras.&lt;br /&gt;Entorno um estranho caldo fermentado onde bóiam pedaços de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Talvez um dia consiga escrever a carta que te quero escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-773052443199740622?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/773052443199740622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=773052443199740622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/773052443199740622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/773052443199740622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/esta-no-carta-que-te-quero-escrever.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-952615705915157910</id><published>2008-09-10T01:04:00.004+01:00</published><updated>2008-09-21T19:39:37.392+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Outra carta.&lt;br /&gt;Seria esta a derradeira não fosse o medo que sempre tive de a abrir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como podes reparar esta coisa a que chamamos vida tem uma mecânica própria que sempre nos transcenderá, pelo menos enquanto por aqui.&lt;br /&gt;Qual mecanismo de rodas dentadas... e isto é iconografia do horizonte, ou já era, noutra era – será mito aquela coisa cerebral? – muito azul de sarja operária, puída ...&lt;br /&gt;Qual mecanismo de rodas dentadas onde duas meras peças engrenadas... onde um dos dentes se encontra esporádico com um outro dente da outra roda.&lt;br /&gt;Qual mecanismo de rodas dentadas de absoluta identidade na quantidade de dentes da cada roda, repousa a eterna chatice onde cada dente encontra reflectidos os mesmos dois dentes, todos os dias de manhã, ao espelho, um de um lado e o outro do outro, todos os dias, de manhã, ao espelho... sem sequer perceber que o mecanismo de rodas dentadas de absoluta identidade que mostra o dente do bem e o dente do mal nem sequer existe.&lt;br /&gt;Qual mecanismo de diferentes rodas dentadas, este que permite o encontro entre os mesmos dois dentes, esporádico o tempo na distância e distante a regular equação que determina cada encontro, sendo tudo o resto apenas um contínuo desencontro... entre encontros que a seu tempo se confundirão, restando nada para além da espera ou da ilusão que nos pinta cada encontro como um só, uma só cor sem ver que em todos a cor é a mesma.&lt;br /&gt;Qual mecanismo de rodas dentadas que diferem a cada grau de rotação, onde os dentes brotam e caem ao ritmo de cada pulsação e imprevisível é o encontro entre dois dentes, definido por uma fórmula caótica, uma mecânica própria que sempre nos transcenderá, pelo menos enquanto por aqui.&lt;br /&gt;Apenas resta uma razão sem pejo de insanidade. Apenas uma visão onde se projecta a realidade. Resta apenas uma mão cheia de nada.&lt;br /&gt;E saltar da roda. Saltar pelo mecanismo fora, através de rodas dentadas onde os dentes brotam e caem só por si. Saltar donde os dentes caem só porque não aprenderam a saltar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Agora apenas tarda, a memória parda do silêncio que estourou na imagem daquela carta. Não a abri, como se mais não houvesse se a abrisse... E não havia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-952615705915157910?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/952615705915157910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=952615705915157910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/952615705915157910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/952615705915157910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/outra-carta.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1839401300287779055</id><published>2008-09-10T00:53:00.000+01:00</published><updated>2008-09-10T01:03:44.780+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SMcOMcgZThI/AAAAAAAAAKE/KV8Eqfd10RU/s1600-h/0763-2%5BanTropo%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244175898069519890" style="CURSOR: hand" height="303" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SMcOMcgZThI/AAAAAAAAAKE/KV8Eqfd10RU/s400/0763-2%5BanTropo%5D.jpg" width="449" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1839401300287779055?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1839401300287779055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1839401300287779055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SMcOMcgZThI/AAAAAAAAAKE/KV8Eqfd10RU/s72-c/0763-2%5BanTropo%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-2772097886994893793</id><published>2008-09-02T21:17:00.037+01:00</published><updated>2008-09-09T22:43:10.404+01:00</updated><title type='text'>téDio</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Inicio aqui a escrita (uma escrita) de forma espontânea e intento terapêutico. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Esta é a primeira vez que, conscientemente, sem mais como nem porquê, decido escrever sem qualquer intenção que passe para além da ânsia de permanecer mental saudável. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Previno o tédio em tempo e lugar impróprio. Bem vistas as coisas, nunca provei o puro, seco e letárgico tédio, que julgo de sofridas dores de inércia, alucinante na quase absoluta inactividade de pensamento. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;O grande branco ou o mais próximo de morte que me possa julgar vivo. E sempre algo que impede tal estado limite, qualquer coisa que me desperta pensante, à semelhança do espasmo físico que frequente desencerra estados mais profundos de ausência em corpos adormecidos. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;São improváveis os temas disparados em alarme de consciência, uma canção de publicidade, palavras soltas em lengalenga, uma visão erótica, a memória do cheiro do tráfego da cidade, a comichão em sucessivas partes do corpo, a aranha na parede, a vontade indómita de roer as unhas, estranhas perguntas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Haverá quem seja ser seu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Fácil, assim me parece, escrever empurrado pelo tédio. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;E este é um dos exemplos de como, sem causa ou nobre motivo, enchemos linhas como quem se urina nas calças sem se ralar e a propósito de coisa nenhuma. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Devo reconhecer a futilidade como paradigma humano e, sem grande esforço, entende-la como fruto do tédio que atinge grande parte da estirpe civilizada nos tempos que correm.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;São os tempos de quem corre &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;de fuga ao tédio, de sol a sol, fechado.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre atrás de um sonho sólido, material e finito.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre ao banco do hospital em busca de rebuçados para a tosse do seu próprio sustento.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre devagar, quase parado para que a volta ao quarteirão dure a jornada.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre para o lugar na 'sueca' de banco de jardim.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre por correr.&lt;br /&gt;São os tempos de quem corre sem saber que ouvir o silêncio é o final do&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;tédio.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;E digo estirpe civilizada por ressalva às limitações de leigo na antropologia social para além da pequeníssima parte do mundo que habito e que só ao de leve extravaso. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;E sem pejo afirmo o que nos outros descubro como reflexo da minha natureza, são as faces da natureza humana que reconheço em mim, que de todas apenas me faltam as que ainda não reconheci, assim como:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Espelho quem é espelho meu!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Essa que em mim e nos outros ferve, essa natureza intemporal que nos está ferrada às têmporas desde que começou o tempo do homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Natureza intemporal ferrada às têmporas, por dentro, sem que disso dê conta, porque se o notasse em cada segundo da vida, se doesse um pouco, só um poucochinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;espelho quem&lt;br /&gt;é espelho meu!&lt;br /&gt;haverá quem&lt;br /&gt;seja ser seu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-2772097886994893793?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/2772097886994893793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=2772097886994893793&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2772097886994893793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/2772097886994893793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/09/inicio-aqui-escrita-uma-escrita-de.html' title='téDio'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-5160578570597831284</id><published>2008-08-17T19:59:00.022+01:00</published><updated>2008-08-19T19:28:34.889+01:00</updated><title type='text'>abCesso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsQdwn_OPI/AAAAAAAAAI0/mxpalrKW4PU/s1600-h/2380-3%5BabCesso%5D1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236297095203207410" style="WIDTH: 443px; CURSOR: hand; HEIGHT: 445px" height="445" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsQdwn_OPI/AAAAAAAAAI0/mxpalrKW4PU/s400/2380-3%5BabCesso%5D1.JPG" width="441" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;.ab..jugo..ab...solto..ab..legando..ab...uso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsPzUOR2FI/AAAAAAAAAIs/gfOfYrd0t6w/s1600-h/2380-3%5BabCesso%5D22.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236296366024677458" style="WIDTH: 442px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" height="122" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsPzUOR2FI/AAAAAAAAAIs/gfOfYrd0t6w/s400/2380-3%5BabCesso%5D22.JPG" width="442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;.ab..ranjo.ab...surdo..ab..jurando..ab..dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsPV5mHp2I/AAAAAAAAAIk/DIYtiN0WJug/s1600-h/2380-3%5BabCesso%5D23.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236295860660709218" style="WIDTH: 442px; CURSOR: hand; HEIGHT: 61px" height="61" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsPV5mHp2I/AAAAAAAAAIk/DIYtiN0WJug/s400/2380-3%5BabCesso%5D23.JPG" width="441" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;.ab..sorvo.ab..soluto..ab..sumindo..ab.sinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsOVeLJOnI/AAAAAAAAAIc/4EYfbT5yNUk/s1600-h/2380-3%5BabCesso%5D24.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236294753788181106" style="CURSOR: hand" height="35" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsOVeLJOnI/AAAAAAAAAIc/4EYfbT5yNUk/s400/2380-3%5BabCesso%5D24.JPG" width="441" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;.ab..alo...ab.errante..ab..negando..ab...rir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-5160578570597831284?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/5160578570597831284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=5160578570597831284&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5160578570597831284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5160578570597831284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/08/blog-post_17.html' title='abCesso'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yiR8xPHt230/SKsQdwn_OPI/AAAAAAAAAI0/mxpalrKW4PU/s72-c/2380-3%5BabCesso%5D1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-6240269218166212487</id><published>2008-07-07T22:56:00.008+01:00</published><updated>2008-07-07T23:10:10.497+01:00</updated><title type='text'>anda, vai..</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cola, cola, mil sapatos por uma bola... cola, cola... Anda, anda... anda, vai... que já deve ser tarde e chego sempre tarde... dói... Eles chegam cedo e ficam a brincar um pouco. É bom brincar mas chego sempre tarde e o bruto ralha logo... Anda, anda... anda, dói... anda, vai...&lt;br /&gt;És sempre o mesmo, coxo duma figa!... anda lá, põe-te à cola.&lt;br /&gt;Cola, cola, mil sapatos por uma bola... cola, cola... Na hora da bucha é bom. Eles falam comigo, às vezes, poucochinho que ele vem logo. Daquela vez a Ranholas deu-me um beijo, mas o Gancha veio logo todo galo a dizer que era a namorada dele que levava na cara se não fosse aleijadinho e que ela tinha era pena. Anda, vai... vem aí o bruto... anda, anda...&lt;br /&gt;Anda, mexe-te, põe-te à cola que ainda tens trinta pares de ontem.&lt;br /&gt;Anda, vai... cola, cola, mil sapatos por uma bola... cola, cola... dói... o chão duro dói. O sol da janela está quase a chegar e é bom quando chega, a bater nas pernas e o joelho já dói menos. E é bom quando o sol bate nos cabelos da Ranholas, fica como uma princesa com coroa dourada... dói, dói... o bruto...&lt;br /&gt;Sempre a sonhar ó coxo!... o que é que eu faço contigo pá?! esta semana levas menos três soldos para ver se aprendes.&lt;br /&gt;Cola, cola, mil sapatos por uma bola... cola, cola... o bruto... dói... Ela vai zangar-se comigo e depois fica triste. Ela está sempre triste. A Ranholas riu-se para mim. A Renholas nunca está triste e amanhã trago-lhe uma laranja da quinta grande. Sei do arame que está solto, é fácil passar e as laranjas da árvore torta são doces. São como a Ranholas que é doce e cheira a fogueira. Talvez me dê outro beijo... Ranhola, beijola... já não vai à escola... cola... cola...&lt;br /&gt;Anda lá pá! olha-me esse monte! não vales o que ganhas... fosse pouco boa a tua mãe e nunca cá tinhas posto essa patas de manco...&lt;br /&gt;Cola, cola, mil sapatos por uma bola... cola, cola... e a bola se calhar... ela não ma vai dar. Ela não sabe que chego tarde por que dói. Dói um e dói dois. Dói... os joelhos doem muito e chego sempre tarde. Anda, vai... que ela está triste. Anda... ela está sempre triste... vai... E os olhos dela brilham quando chego... dói... tarde. À Noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-6240269218166212487?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/6240269218166212487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=6240269218166212487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6240269218166212487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/6240269218166212487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/07/anda-vai.html' title='anda, vai..'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-3742196095183026487</id><published>2008-07-07T22:49:00.001+01:00</published><updated>2008-07-07T22:56:09.308+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SHKQTzQE_8I/AAAAAAAAAFU/RMxmtsXm4nQ/s1600-h/1648-2%5BEntreTanto%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220393587925385154" style="WIDTH: 451px; CURSOR: hand; HEIGHT: 343px" height="302" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SHKQTzQE_8I/AAAAAAAAAFU/RMxmtsXm4nQ/s400/1648-2%5BEntreTanto%5D.jpg" width="399" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-3742196095183026487?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3742196095183026487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3742196095183026487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SHKQTzQE_8I/AAAAAAAAAFU/RMxmtsXm4nQ/s72-c/1648-2%5BEntreTanto%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-4586218133756149153</id><published>2008-06-27T21:45:00.005+01:00</published><updated>2008-06-28T15:29:02.037+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abro os olhos e o mundo é meu. O mundo conhecido nada mais é que um reflexo da minha própria existência, como que sonhado por mim. No mundo, qualquer outro para além de mim permanece desprovido de existência própria. Esse outro é virtual enquanto desconhecido e será um futuro acontecimento no desenrolar do sonho. Passará a existir como reflexo de mim a partir do momento em que surja.&lt;br /&gt;Sonho uma casa de espelhos.&lt;br /&gt;Em cada indivíduo que surge descubro o meu reflexo e nele aprendo aquilo que de mim desconheço. Observo neles a essência da minha própria existência. Não há nada neles que não venha de mim, até mesmo aquilo que ainda não conheço, aquilo que ainda não sonhei.&lt;br /&gt;Quando falo descubro que o outro me fala. Apresento-me, digo-lhe o meu nome e o outro retribui, identificando-se também com um nome igual, Eu.&lt;br /&gt;Afasto a ligeira apreensão de esperar que ele se chamasse Outro, ou Tu, ou qualquer nome que não fosse Eu. E entendo o facto de seu nome ser apenas um reflexo meu.&lt;br /&gt;Mais Eus conheci e Outro acabei por conhecer, por assim o desejar. E mais Outros e Tus e Eles e mais nomes aprendo enquanto deambulo no sonho espelhado. O sonho é criado à medida que é sonhado.&lt;br /&gt;E mais coisas vou sabendo, entre reflexos aprendendo como se olha, vê e sente. Aprendendo como se pensa ou sabe, como se ignora ou esquece.&lt;br /&gt;Não perguntei o nome ao reflexo que agora enfrento. Falo-lhe antes do sonho. E a resposta é uma afronta, é uma ofensa intolerável, é incrível o desaforo. Pois diz-me o dogma com toda a pose, que não, que é em si que reside a verdadeira essência da existência e que não sou mais que um reflexo de si no seu sonho verdadeiro.&lt;br /&gt;Heresia, bramo, Eu reflexo do teu sonho?&lt;br /&gt;E vermelho bufo ante a impassível serenidade daquele reflexo que, condescendente, me diz que é natural a minha reacção, que tinha sido idêntica em muitos reflexos a quem se tinha revelado e que, como em todas as outras vezes, não tardaria que eu compreendesse e até esboçasse um sorriso reconhecido.&lt;br /&gt;Ia explodir... Mas não! A perspicácia levou a melhor e luminosamente revejo-me naquele reflexo por inteiro.&lt;br /&gt;Simultaneamente trocamos um sorriso cúmplice, rematámos "Seja!" e despedimo-nos cordialmente.&lt;br /&gt;Fantástico! Cada vez mais aprendo no meu sonho. A essência da minha própria existência vibra em cada reflexo que encontro. Descubro neles a mesma convicção que em mim aumenta, o mesmo orgulho de ser único e o mesmo sonho de viver o Sonho.&lt;br /&gt;E acredito que tudo isto de mim emana.&lt;br /&gt;Não mais falo no meu sonho, povoado de personagens dispares que saltam dos reflexos. Por brincadeira provoco-os com um gesto, adivinhando a sua irresistível repetição para logo de seguida agirem de forma espantosa.&lt;br /&gt;Percorro o meu sonho de espelhos côncavos e convexos, empenados, quebrados, interceptados e paralelos, coloridos, esfumados, multifacetados e estruturas espelhadas de reflexos impossíveis, hologramas e outras maravilhas que ainda não consigo explicar.&lt;br /&gt;Percorro o meu sonho em tempos imensuráveis, de encontros já sem conta, de visões caídas, de memórias que já esqueci.&lt;br /&gt;Pouco mais lembro até ao momento de estranheza em que dei conta de um lento e irreversível empardecimento. As cores começaram por ser menos cores e escurecendo. Os sons foram sendo menos sons e os ecos mais longe, mais tarde e quase nunca. As superfícies eram mais macias, amolecendo, fluidificando, desmaterializando. Eram raros os reflexos que não acompanhavam este lento desfalecimento. Dois ou três que vi de relance, em plena fuga para longe da superfície que ainda os sustinha, para dentro, como se adivinhassem o contínuo embaciamento que os levaria ao apagamento.&lt;br /&gt;E são agora cortinas negras que afasto para mais cortinas afastar. Vejo um reflexo de relance e sigo-lhe o rasto no ondular das cortinas. Corro mas entardece. Escapa-me o sentido e pela primeira vez sinto-me perdido. Ali, é por ali que as cortinas mexem. Ou será o vento. Não há vento. Não há nada para além das cortinas que afasto para mais cortinas afastar.&lt;br /&gt;E afasto a última cortina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-4586218133756149153?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/4586218133756149153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=4586218133756149153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4586218133756149153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4586218133756149153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/abri-os-olhos-e-o-mundo-era-meu.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-4548486283112202282</id><published>2008-06-27T21:36:00.002+01:00</published><updated>2008-06-27T21:42:47.855+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SGVPqig1XhI/AAAAAAAAAD0/EPRsvh3ojm8/s1600-h/1647-4%5BInVerso%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216663335616208402" style="WIDTH: 456px; CURSOR: hand; HEIGHT: 363px" height="300" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SGVPqig1XhI/AAAAAAAAAD0/EPRsvh3ojm8/s400/1647-4%5BInVerso%5D.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-4548486283112202282?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4548486283112202282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4548486283112202282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/blog-post_27.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SGVPqig1XhI/AAAAAAAAAD0/EPRsvh3ojm8/s72-c/1647-4%5BInVerso%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1092904963095854485</id><published>2008-06-20T01:01:00.016+01:00</published><updated>2008-09-10T01:08:41.100+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A caneca do café pousou quente na toalha de plástico e quase sobre o envelope por abrir. O silêncio estourou na imagem daquela carta. Outra carta.&lt;br /&gt;Abro de peso no ventre o envelope igual com sempre, de tépida textura e de igual odor a papel velho que me lembra a brisa da quinta das flores, o mesmo som seco de rasgar preciso, limpo. Nunca estranhei a ausência de remetente ou endereço, sabia bem a quem se destinava e de onde vinha, mas sempre um desengano ficava, ligeiro. Não havia selo. Uma estampa improvável que pintaria alegria em cores nunca antes vistas, nesta carta parda, talvez soltando timbres que desenhariam sorrisos esquecidos.&lt;br /&gt;Solto a folha que desdobro e sem surpresa reconheço o vibrar daquela letra que leio, lento, as palavras que lembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acordei hoje com estes ecos soprados aos meus dois ouvidos e atarefo-me lentamente nos automatismos matinais. Tu sabe-los de cor, são iguais aos teus e é provável que tenhas um dia acordado com os mesmos sopros ecoando entre os sonhos que já esqueceste e o ritual de um novo dia a lembrar, todos os dias.&lt;br /&gt;A luz cálida que adivinho lá fora não me impede de ligar a lâmpada que lateja amarelo, a única cor que combina na série de gestos que fazem subir o café, da mesma marca que bebias, moagem fina, como a presença da tua ausência.&lt;br /&gt;Sento-me de olhar fixo no estore semicerrado, sem contar quantas são as filas que descem a meia janela nem quantos os pontos luminosos que as desenham. Fixo o olhar no espaço entre dois pontos e trago o aroma quente, amargo, olhando o olhar que me olha, mesmo depois de deixar cair as pálpebras.&lt;br /&gt;A caneca do café pousou quente na toalha de plástico e quase sobre o envelope por abrir. O silêncio estourou na imagem daquela carta. Outra carta.&lt;br /&gt;Não abro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFr4ittqzpI/AAAAAAAAADs/LU0F4EJTpaw/s1600-h/XPEL2059B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213752793905155730" style="WIDTH: 454px; CURSOR: hand; HEIGHT: 96px" height="90" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFr4ittqzpI/AAAAAAAAADs/LU0F4EJTpaw/s400/XPEL2059B.jpg" width="432" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFr3BOSEeRI/AAAAAAAAADk/x_Iyg_hgYWQ/s1600-h/XPEL2059A.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Adivinho as palavras que deixaste. Adivinho o papel que dobraste. Adivinho a tinta que escreveste. Adivinho o redondo ondular da tua mão. Da tua mão esquerda, aquela que seria do lado do coração, tivesses tu coração no lado esquerdo.&lt;br /&gt;Não abro.&lt;br /&gt;Adivinho-me a abrir a mesma carta parda. O mesmo rasgar fino do lombo lacrado a cuspo. O mesmo gesto de pousar o rasgo. O mesmo roçar de folha seca que desabrocha em onda de estalidos. A mesma dureza do papel trespassado pelas lâminas de sol frio. As mesmas grades de estore projectadas nas linhas de palavras.&lt;br /&gt;Não vou abrir. Não abro.&lt;br /&gt;Adivinho tudo o que está estrito nesta carta. Todas as sombras de mais um despertar. As náuseas do primeiro cigarro como se fosse o último. O lento adormecer de todas as dores em cada novelo de fumo expelido. Os sentidos que acordam nos estalos magros do corpo suado. A memória de mais uma noite sem história, escura de sonhos, funda e prenhe de nada. Todos os bafos de fumo azul e o gesto que o afoga no ninho de beatas. As crostas na vontade que doem mais, tantas vezes mais que o desejo pelo fim do dia, em segredo, pelo fim dos dias.&lt;br /&gt;Não. Não vou abrir. Não abro.&lt;br /&gt;Já sei o que diz. Que alguém a deixou debaixo da porta enquanto te torcias na cama. Que não ouviste bater e que só reparaste dias depois. Que consegues sozinho e que não precisas de cartas a lembrar que ainda és gente, que sabes que és gente como todos os outros e que não é à força dos ditos e dos escritos que se é gente. Que largaste a carta na mesa da cozinha e que só não rasgaste pelo prazer que tiras em ma devolver.&lt;br /&gt;Não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Não. Não abro os olhos. Ainda não.&lt;br /&gt;Ainda tenho a retina impressa de cores improváveis. A janela feita linhas de pontos sem número, latejando em negativo pulsante. A sombra clara dos cantos da parede, o plano oval da mesa que se insinua em rodapé. A névoa.&lt;br /&gt;A mão arrefecida no toque da caneca do café. Lento sorvo, maquinal, frio e amargo, o trago negro da manhã em que abri os olhos e não havia mais ninguém. Apenas o silêncio que estourou na imagem daquela carta. Outra carta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1092904963095854485?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/1092904963095854485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=1092904963095854485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1092904963095854485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1092904963095854485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/caneca-do-caf-pousou-quente-na-toalha.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFr4ittqzpI/AAAAAAAAADs/LU0F4EJTpaw/s72-c/XPEL2059B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-583570376343116509</id><published>2008-06-17T00:12:00.001+01:00</published><updated>2008-06-17T00:15:01.377+01:00</updated><title type='text'>acascadalaranja</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;como travo amargo dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como os dias em cada fruto&lt;br /&gt;como o espanto&lt;br /&gt;no doce primeiro do gomo&lt;br /&gt;como o espasmo&lt;br /&gt;sorvido na sede do sumo&lt;br /&gt;como o espectro&lt;br /&gt;sugado na réstia do mosto&lt;br /&gt;como sem gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;indómito impera&lt;br /&gt;no amargo da casca tragada&lt;br /&gt;em cada laranja finada&lt;br /&gt;o tempo já era&lt;br /&gt;o vento respiga apagado&lt;br /&gt;em cada pomar derrubado&lt;br /&gt;o tempo será&lt;br /&gt;na casca que é sempre mascada&lt;br /&gt;em cada primeira dentada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o travo amargo da casca da laranja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-583570376343116509?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/583570376343116509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=583570376343116509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/583570376343116509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/583570376343116509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/acascadalaranja.html' title='acascadalaranja'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-1345654095989517085</id><published>2008-06-15T21:47:00.016+01:00</published><updated>2008-10-21T19:45:20.645+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFWCuMXZn1I/AAAAAAAAADU/EZvCgkQ5rHQ/s1600-h/XPEL(HM01C4)A.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212215873856184146" style="WIDTH: 451px; CURSOR: hand; HEIGHT: 425px" height="377" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFWCuMXZn1I/AAAAAAAAADU/EZvCgkQ5rHQ/s400/XPEL(HM01C4)A.jpg" width="401" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;HORROЖOЯЯIM:01&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Steve McCurry vs Andy Warhol : [montagem digital]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-1345654095989517085?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/1345654095989517085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=1345654095989517085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1345654095989517085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/1345654095989517085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/horrooim-01.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFWCuMXZn1I/AAAAAAAAADU/EZvCgkQ5rHQ/s72-c/XPEL(HM01C4)A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-5653538166367744610</id><published>2008-06-12T01:50:00.000+01:00</published><updated>2008-06-12T02:05:43.219+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFB04gM2MZI/AAAAAAAAADE/Lo5a8J8eozI/s1600-h/XPEL(1285).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210793282932978066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 456px; CURSOR: hand; HEIGHT: 66px; TEXT-ALIGN: center" height="66" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFB04gM2MZI/AAAAAAAAADE/Lo5a8J8eozI/s400/XPEL(1285).jpg" width="462" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cheiras mal! Nunca tinha ligado por dizerem, Cheiras mal! São negros os dedos do cheiro. Espetam. Não importa, é preciso achar a porta. Era aqui nesta rua. Era aqui a porta. Se faz frio já não cheiro tanto, em calhando... encalhando na na na encalhado na na na nado manco na na na... Já não me lembro do cheiro dela. Não é esta a porta. Era aqui nesta rua mas esta porta não é. O frio, é preciso achar a porta. Tinha dois caixotes... Cheiras mal! Ela cheirava bem. A mãe cheira sempre bem. Cheira a mãe. Já não me lembro. Já não... na na na nado manco na na na nado torto na na na nado tanto na na na nado morto... Já morreu e não me lembro do cheiro dela. Cheira a morta. A porta... É preciso achar a porta dos dois caixotes. Era nesta rua. O frio não deita cheiro. O frio é transparente. O frio é limpo. O frio é bonito. O frio é bonito mas mata... A porta. A porta preta. A porta preta não abre e tem caixotes. Era aqui, assim. O sinal. O sinal não é este. O sinal tinha outro do outro lado. Do outro lado... na na na noutro fado na na na choro fado na na na chamo fado na na na do chanfrado... na na na da chanfana! Cheirava bem a chanfana! Boa chanfana! Pouca mas boa. E cheirava bem. Cheiras mal! Só davam um prato. Era boa. O frio. A porta. É já ali. É a porta. E se cheirar, não faz mal, os caixotes tapam o vento e o frio. Na porta preta ninguém mora. O frio é menos frio quando cheira. Cheiras mal! Não faz mal... na na na... o cheiro adoça... na na na... o escuro aquece... na na na... o chão dorme... na na na... a porta dorme... na na na... dorme... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-5653538166367744610?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/5653538166367744610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=5653538166367744610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5653538166367744610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/5653538166367744610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/l-fora-no-cheira.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFB04gM2MZI/AAAAAAAAADE/Lo5a8J8eozI/s72-c/XPEL(1285).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-3667636307586870840</id><published>2008-06-12T01:23:00.000+01:00</published><updated>2008-06-12T02:04:42.889+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFBtGud_JEI/AAAAAAAAACs/VNPWNWCwJLc/s1600-h/XPEL(1715).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210784731188110402" style="WIDTH: 454px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" height="282" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFBtGud_JEI/AAAAAAAAACs/VNPWNWCwJLc/s400/XPEL(1715).jpg" width="417" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-3667636307586870840?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3667636307586870840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/3667636307586870840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/blog-post.html' title=''/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yiR8xPHt230/SFBtGud_JEI/AAAAAAAAACs/VNPWNWCwJLc/s72-c/XPEL(1715).jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5586727584603620413.post-4104771887987811635</id><published>2008-06-10T01:40:00.001+01:00</published><updated>2008-06-11T12:54:03.004+01:00</updated><title type='text'>lá fora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fecho o guarda-chuva ensopado sob as biqueiras que me gelam o dorso com a ânsia de quem foge da chuva e busca a chave da porta onde esbarrou. O guarda-chuva que foge ao vento. A chave? Os sacos que se molham no chão. A chave? Os papeis cedem à mão sôfrega na mala molhada. A chave? Raios! E Raio! E conto 1, 2, 3, 4, 5... O carro do lixo que pára mesmo em frente... Troada! Rebatida! Batida! Na queda! Da chuva... A chave?... Com'é qu'é?... Ah! olá Toni... Tá-s'a regar? olha que na' cresce mais!.. É! estou à procura da chave. E tudo bate certo, até parece um filme. Os pés molhados a correm-me no corpo por um fio fino de arrepio. Trespassa-me o cheiro da cidade em cada batida que o Toni dá no contentor. E a chuva é de sal. A chave?... A chave... Esta chuva... Eu conheço esta chuva que toca no algeroz. Ó ti’Maria! o qu’é que faz assim à chuva? a molhar-se toda! A chave, filha, perdi-a… não sei dela… Ó senhora! você já na’mora aqui... Perdi-a... Venha lá senhora, qu’eu levo-a daqui... A chave... A chuva é de sal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5586727584603620413-4104771887987811635?l=xpelium.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xpelium.blogspot.com/feeds/4104771887987811635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5586727584603620413&amp;postID=4104771887987811635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4104771887987811635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5586727584603620413/posts/default/4104771887987811635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xpelium.blogspot.com/2008/06/l-fora_09.html' title='lá fora'/><author><name>XruiM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03456888074929075276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_yiR8xPHt230/SDaWT9NzTRI/AAAAAAAAAAg/aMIrGcy_kz8/S220/LogIM01D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
